CIDADE DE CHAVES

História de Chaves
Existem vestígios de presença humana na região que remontam ao Paleolítico. No entanto, foram as legiões romanas que, há cerca de dois mil anos, dominaram essa presença e construíram diversas fortificações e infraestruturas, como a ponte de Trajano.
O local fora escolhido pela água quente que nascia natural e espontãnea do solo. Uma água com poderes terapêuticos, perfeito para o recobro da sétima legião quando voltava de uma feroz batalha.
Seria fundada assim a cidade de Aquae Flaviae no ano de 79 d.c. em homenagem ao imperador Tito Flávio Vespassiano.
Os vestígios encontrados na área alta da cidade, ocupada hoje pela Igreja Matriz, fazem presumir que aí se situava o núcleo e centro cívico da antiga Aquae Flaviae. A rua Direita ainda apresenta traços do que foi o Fórum, o Capitólio e o Decúmanus . Foi nessa área que foram encontrados os mais importantes achados que podem ser contemplados no Museu da Região Flaviense.

Termas romanas
Foi por mero acaso, quando a Câmara Municipal de Chaves iniciava a construção de um parque de estacionamento subterrâneo, que as termas medicinais romanas foram encontradas. Os vestígios arqueológicos estão em excelente estado de preservação.
Pensa-se que foi um sismo no século IV que fez desabar a antiga construção romana e a manteve intocável por 17 séculos, até 2006.
Vai nascer aqui o primeiro museu termal romano português. Estará pronto em 2018 ou 2019.
“A intervenção contempla a colocação de maquetes com a reconstituição das ruínas, uma mesa táctil interactiva e exposição de artefactos, dando a conhecer a evolução e as vicissitudes do local, desde a construção do primeiro balneário até à actualidade.”
Para além das estruturas, as muralhas, as duas grandes piscinas e as sete pequenas piscinas individuais, foram descobertos vários objectos de uso pessoal, como adornos, anéis, pulseiras e metais que “estão em condições absolutamente incomuns” pelo facto de “as terras terem ficado húmidas e seladas durante todo este tempo”.

Período pós-romano
Com o terceiro século chegaram as invasões dos Suevos, Visigodos e Alanos, provenientes do leste europeu. E foi o fim, também aqui na Península Ibérica, do domínio do império romano. As guerras entre Remismundo e Frumário, que disputavam o trono, tiveram como consequência uma quase total destruição da cidade e a vitória de Frumário.
No início do século VIII, os mouros, povo muçulmano oriundo do Norte de África, invadiram a região e venceram Rodrigo, o último monarca visigodo que governava a região.
Com a invasão dos árabes, também o islamismo invadiu o espaço ocupado pelo cristianismo o que determinou uma azeda querela religiosa e provocou a fuga das populações residentes para as montanhas noroestinas com as inevitáveis destruições. As escaramuças entre mouros e cristãos duraram até ao século XI.

Reconquista cristã
A cidade foi reconquistada aos mouros no século IX, antes da existência de Portugal. Foi D. Afonso, rei de Leão que a reconstruiu parcialmente para que, pouco tempo depois, voltasse a cair no poder dos mouros. Posteriormente, já no século XI, D. Afonso III, rei de Leão, resgatou-a definitivamente, reconstruindo-a totalmente e fortificando-a com muralhas em todo o perímetro.
Só em 1160 é que Chaves foi integrada no reino de Portugal, com a intervenção dos lendários Ruy e Garcia Lopes tão intimamente ligados à história desta terra.
Foi já D. Dinis que mandou construir o castelo bem como fortificar a muralha. Dessa forma, o reino vizinho teria mais dificuldade em ameaçar a fronteira norte do Reino de Portugal.

Primeiro Foral e elevação à categoria de cidade
Em 1258 foi concedido o primeiro foral (15 de Maio de 1258), atribuido por D. Afonso III. O Foral foi confirmado por D. Manuel I em 1514.
No dia 12 de Março de 1929 Chaves foi elevada à categoria de cidade.

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